moda sustentável

ser consciente é o novo must have

Verão, Alto-Verão, Outono, Inverno, Primavera, Primavera/Verão e Outono/Inverno. São as
estações criadas pela moda, a fim de lançar mais coleções e mais itens necessários para o
armário. Isso tudo para compor o #lookdodia que será compartilhado nas redes sociais.

Mas você já parou para pensar em quem fez sua roupa? Qual a composição e como foi feita?
Como ela chegou até a loja? O quanto ela realmente vale?
Impactos sociais, ambientais e econômicos.

A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo. Os impactos socioambientais do
setor são enormes: gasto e poluição de água, uso de agrotóxicos, poluição dos solos e fabricação de plásticos. Estima-se que um caminhão de roupas e tecidos seja aterrado ou
incinerado por segundo.

Segundo pesquisas feitas pelo Fashion Revolution, só no Bom Retiro, um dos mais importantes
pólos têxteis de SP, 12 toneladas de resíduos são geradas por dia. Há uma estimativa de que,
até 2030, serão produzidas 148 milhões de toneladas de resíduo têxtil ao ano.

 

Recentemente, um documentário mostrou que o jeans é o tecido cuja produção provoca maiorimpacto ambiental. A quantidade de água consumida e de produtos químicos despejados geraum verdadeiro hidrocídio: as águas se tornam tão tóxicas que é impossível haver vida nos rioscontaminados. Tanto o meio ambiente quanto as comunidades que vivem perto das indústrias são impactados negativamente e sofrem consequências. O documentário “BlueRiver” está disponível no Netflix. Assista ao trailer aqui. Além disso, a moda é a indústria com mais propensão ao trabalho análogo à escravidão: trabalho infantil, condições laborais insalubres, jornadas exaustivas e salários que não condizem com o trabalho feito — as remunerações são baixíssimas. É provável que as pessoas comprem por não ter conhecimento dessas violações. Um experimento social mostrou a reação de consumidores ao descobrirem as condições desumanas em que os trabalhadores da moda trabalham:

Fashion Revolution: além da ação individual Se você está preocupado com o impacto socioambiental da moda, saiba que você não está só.

A Fashion Revolution é uma iniciativa global, que promove a conscientização de toda a cadeia produtiva da moda, questionando e realizando pesquisas sobre o tema. O movimento defende a ética, sustentabilidade, inclusão e transparência do mundo fashion.

Com esse objetivo em mente, o movimento passou a divulgar e espalhar muitos dados, pesquisas e notícias que até então, eram quase desconhecidos. Fernanda Simon, diretora executiva do Fashion Revolution Brasil diz que precisamos ter consciência das implicações sociais e ambientais escondidas nas nossas roupas. “O que se consome, o que se compra, o que se veste, o que se descarta gera impactos positivos e negativos no meio ambiente e na vida de outras pessoas.”

Para não ficar de fora da moda, Fernanda sugere: “Escolhas mais conscientes como comprar de produtores locais, com procedência ética, matérias primas mais ecológicas, comprar roupas e produtos de segunda mão, trocar o que não usa, escolher peças mais atemporais e com qualidade que garantam maior durabilidade, usar o que se tem, cuidar bem e consertar, são caminhos que na prática, podem ajudar. Na verdade, sustentável mesmo é manter as roupas que já existem, porque toda vez que se produz algo novo, algum impacto vai deixar”.

Agora que você já leu todos os impactos causados pela indústria fashion, topa fazer um #lookdodia mais sustentável e consciente? No próximo texto do blog vamos dar ideias de como fazer isso sem perder o estilo!

Fonte: https://www.fashionrevolution.org

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